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28-02-2011 15:34

Dê o Poder Para os Funcionários da Ponta

Dê o Poder Para os Funcionários da Ponta


Tente imaginar uma situação que é muito comum acontecer conosco e certamente já ocorreu com a maioria das pessoas que você conhece: _ uma pessoa acabou de comprar um produto defeituoso e retorna à loja para trocá-lo. Lá, ela é avisada que somente o Gerente poderá analisar ocaso e, nesse momento, ele está “em horário de almoço”.
Agora imagine uma situação onde esse mesmo Gerente está em um restaurante e solicitou um determinado prato, o qual veio outro completamente diferente. Seguindo as regras do próprio restaurante, o garçom chama o seu Gerente para resolver esse “problema” com o cliente.
O que essas duas situações corriqueiras têm em comum? A falta de poder para “a ponta”; ou seja, a falta de Empowerment. Não faltam artigos, teses ou até mesmo dissertações que enalteçam os enormes benefícios do Empowerment, embora o que se perceba no dia-a-dia das empresas seja exatamente o contrário. Ou seja, centraliza-se cada vez mais o processo decisório, mesmo quando o problema é relativamente simples de ser resolvido.
Como nos casos acima, quando representamos o papel de consumidor recebemos como clientes, o mesmo tratamento burocrático que dispensamos aos nossos clientes. Porém, ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, a centralização das decisões não é uma característica presente apenas nas grandes organizações. Pequenas e médias empresas também sofrem desse mal burocrático, pois existe certo medo – generalizado – de que se o poder for concedido para “as pontas” as conseqüências seriam desastrosas. Veremos abaixo algumas razões pelas quais as lideranças não delegam poder:

• O sentimento de que ele (o Líder) perderá o controle da situação.
• Os funcionários não realizarão o trabalho corretamente.
• Existe o risco dos funcionários fazerem melhor do que o próprio Líder.
• Poderão imaginar que ele (o Líder) não tem trabalho suficiente.
• Seus funcionários são inexperientes e desmotivados.
• Não confia nos seus colaboradores.
• Sua equipe não possui a visão do todo.
• Não dá para “segurar” os erros dos outros.
• O medo de que não será mais “indispensável”.

Observe que as razões acima são todas de cunho estritamente pessoal, não tendo nada a ver com o tamanho da organização ou o grau do serviço prestado.
Por outro lado, existem empresas em que qualquer funcionário que seja abordado pelo cliente com algum tipo de problema, imediatamente esse colaborador se torna o responsável pela solução e ainda tem um limite financeiro estipulado para tal. O melhor de tudo isso é que o problema é resolvido sem memorandos, reuniões ou o envolvimento de qualquer Gerente.
No início, alguns diretores dessas organizações acreditavam que essa nova regra levaria a empresa á bancarrota e, para surpresa de todos eles, o tempo de resolução de problemas caiu, o grau de satisfação dos clientes subiu, o clima organizacional melhorou sensivelmente e novas unidades foram criadas para dar conta do aumento das vendas. Enfim, com o poder voltado para as pontas, as referidas organizações cresceram e os clientes se tornaram mais fiéis e felizes.
Diante disso, as organizações devem compreender que o Empowerment vem de cima para baixo e o Líder máximo deve ter a clara visão de que a “guerra pelo cliente” acontece é na “ponta” da sua empresa e não nos escritórios com ar condicionado, poltrona de couro e carpete.
Devemos nos lembrar de que o problema é de ordem pessoal e, por isso mesmo, torna-se necessário contrata – ou formar – Gerentes que sejam humanos, imperfeitos e que não tenham medo de “sombra”. Humanos, porque devem ter a consciência de que não terão o controle de tudo. Imperfeitos, porque seus comandados algumas vezes farão melhor que ele. Não ter medo de sombra, pois indispensável é aquele que sai de férias, desliga o celular e o cliente agradece.
Sendo assim, quando a ponta tem o poder sobra mais tempo para a liderança pensar a estratégia da organização e, como disse Henri Ford, “pensar é o trabalho mais pesado que existe e talvez seja por isso que existam tão poucas pessoa dedicadas a essa tarefa”.

Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
Dê o Poder Para os Funcionários da Ponta publicado 18/02/2011 por Julio Cesar Souza Santos em http://www.webartigos.com


Fonte: http://www.webartigos.com/articles/59538/1/De-o-Poder-Para-os-Funcionarios-da-Ponta/pagina1.html#ixzz1FHQ92Ojq

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25-11-2010 21:54

Crack - Fechar ou Abrir os Olhos?

 

Fechar ou Abrir os Olhos?

Depois do depoimento do Advogado Dr. Ércio Quaresma, confirmamos uma epidemia Social, que já atingiu todas as classes sociais. Não é o fato e sim o ato de fecharmos os olhos para essa Droga e termos a capacidade de levarmos esses indivíduos ao chão, como Zumbis Urbanos, aproveitando da sua vicissitude, para explorar reportagens demagogas, sem soluções para esse problema.

A sociedade hoje, não precisa de reportagens sensacionalistas, mas sim reportagens de pessoas, que sobrepujaram, venceram e superaram suas dificuldades. O que temos a fazer é abrirmos os olhos para o CRACK e observar atentamente os nossos indivíduos antes que sejam exterminados, massacrados do nosso meio social. Não só os indivíduos, mas também seus familiares, de alguma forma acabam escravos dessa situação, buscando êxito em resgatar a moral e convívio com seu ente.

A esperança é acatar o CRACK, como doença social e não penal, exercer sanção sobre o individuo não beneficiará no tratamento, a sanção que temos aplicar é-nos mais fortes, aplicando leis severas aos fornecedores “se é que possamos chamar de fornecedores”, que possam realmente punir com penas perpétuas ou quiçá a pena de morte, sabemos que Pena de Morte em nossa constituição só é salva em caso de Guerra, mas pergunto-lhes?Quer guerra pior do que já vivemos! No entanto meus amigos, vamos realmente abrir os olhos para esse problema, se não faremos parte dessa guerra sem ao menos percebermos.


Newton Pedro Da Pieve Monteiro

 

Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
“ Crack” publicado 19/11/2010 por Newton Pedro Da Pieve Monteiro em http://www.webartigos.com



Fonte: http://www.webartigos.com/articles/52513/1/-Crack-/pagina1.html#ixzz16LEFixjY

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25-11-2010 18:46

Bullying - Provocações sem limites

Bullying - Provocações sem limites

Eu gostei muito desse filme, não pelo fato do sofrimento do protagonista, mas sim pelo conteúdo profundo abordado neste filme: o bullying (bully = tiranete ou valentão), palavra de origem inglesa que é expressa na prática por abusos morais ou físicos praticados contra uma pessoa.
O bullying é freqüentemente praticado em ambientes escolares, porém, menos freqüentemente, pode ser também praticado na área do trabalho.
O filme Bullying – Provocações sem limites, ao contrário de ser americano, pois nos Estados Unidos essa ação é praticada há muito tempo e violentamente nas escolas públicas, dentre outras razões, por causa de intriga entre gangues, adicionada a facilidade de manuseio de armas de fogo; esse filme é espanhol, o que nos mostra que na União Européia esse tipo de violência está aumentando, com estatísticas que colocam a Inglaterra em primeiro lugar neste tipo de violência.
No filme o personagem principal é Jordi, que junto com sua mãe se mudam para Barcelona, já que passaram por momentos ruins na cidade anterior.
Jordi no primeiro dia de aula na escola nova se destaca em sua turma, na aula da matemática, o que faz chamar a atenção de um grupo de garotos zombadores. Entre esses garotos está Nacho, que mora no mesmo apartamento de Jordi. Nacho é o garoto que articula as ações de Bullying. Ações degradantes, muito ruins e tristes são sofridas por Jordi, que não conta a ninguém a sua situação, nem a sua mãe, seja talvez, pelo fato dela estar se tratando com um psiquiatra.
Assim, o sofrimento de Jordi aumenta por não contar com ninguém, porém isso começa a mudar quando ele conhece uma garota que também sofria bullying.
Os dois se conhecem pessoalmente e começam a se gostar.
Em uma cena do filme, essa garota vai parar no hospital, sofrendo uma parada respiratória por ter apanhado de um grupo de garotas na escola.
Nessa mesa hora, Jordi que tinha ido ver essa garota no hospital sai correndo e fica longe de casa por uns dias.
No fim do filme, após sua mãe e o vizinho “Fred” terem procurado Jordi por todos os lugares, Jordi se suicida, pulando do telhado de seu apartamento.
É então mostrado o caixão do garoto na quadra de sua escola, com os alunos de sua sala colocando flores sobre ele.
Na última cena, na sala de aula, sem Jordi e sem o grupo dos garotos zombadores que foram expulsos da escola, o professor diz sentir falta de Jordi e inicia sua aula. O filme acaba com a voz de um narrador falando sobre as estatísticas de casos de bullying na União Européia.

De acordo com a Enciclopédia Wikipédia, O cientista sueco - que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define bullying em três termos essenciais:
1. o comportamento é agressivo e negativo;
2. o comportamento é executado repetidamente;
3. o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
O bullying divide-se em duas categorias:
1. bullying direto;
2. bullying indireto, também conhecido como agressão social
O bullying direto é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos. A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:
• espalhar comentários;
• recusa em se socializar com a vítima
• intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima
• criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).
O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.

Alguns casos de bullying que terminaram em tragédia:
Colorado (EUA), 1999
Os estudantes da Columbine High School, Eric Harris, 18 anos, e Dylan Klebold, 17, mataram 12 colegas e um professor e cometeram suicídio em seguida. A história motivou o documentário ‘Tiros em Columbine’, de Michael Moore, que ganhou o Oscar em 2003.

São Paulo, 2003
Edmar Aparecido Freitas, 18 anos, era motivo de zombaria dos colegas de classe desde os sete anos de idade. Em 2003, ele foi ao colégio em que estudou armado com um revólver, atingiu nove pessoas e depois se matou.

Virgínia (EUA), 2007
O estudante coreano Cho Seung-hui, 23 anos, invadiu a universidade de Virgínia Tech, nos Estados Unidos, matou 30 pessoas e se suicidou.
(FONTE: http://fotolog.terra.com.br/bullying:8)

Dallas, Texas (EUA)
Jeremy Wade Delle se matou em 8 de Janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente.
(FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying)



Fonte: http://www.webartigos.com/articles/52372/1/Bullying---Provocacoes-sem-limites/pagina1.html#ixzz16KTJC3RV
 
"Todos nós temos, ou teremos, filhos(as), sobrinhos(as), ou amigos que os tenham.

Acho esse um documento importante e de leitura obrigatória para todos que, de alguma forma,

tenham contato com crianças e adolescentes em escolas.

Invista um minuto do seu precioso tempo e leia o texto do Conselho Nacional de Justiça.

 

... É SEMPRE IMPORTANTE SABER!

 

Aqui segue outra sugestão de leitura sobre Bullying Cliqui Aqui

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01-11-2010 05:10

O QUADRILÁTERO DA FORMAÇÃO.

 

 
O Quadrilátero da Formação para a Área da Saúde: ensino, gestão, atenção e controle social
 
Ricardo Burg Ceccim
Laura C. M. Feuerwerker
 
"O artigo apresenta o conceito de quadrilátero da formação para a área da saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. Os autores buscam, a partir de uma prática em experimentação como política de educação para o Sistema Único de Saúde, formular uma teoria-caixa de ferramentas que permita a análise crítica da educação que temos feito no setor da saúde e a construção de caminhos desafiadores. A imagem do quadrilátero da formação serve àconstrução e organização de uma gestão da educação na saúde integrante da gestão do sistema de saúde, redimensionando a imagem dos serviços como gestão e atenção em saúde e valorizando o controle social."
 

disponível em: http://www.fepecs.edu.br/cies2010/artigo09.pdf

 

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01-11-2010 04:51

Ponto de Vista

PONTO DE VISTA

 


FORMAÇÃO PROFISSIONAL, TRABALHO E EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE.

Refletir acerca dessa temática leva a conclusão da necessidade de promover mudanças no âmbito da formação profissional e do trabalho na área de saúde, a fim de construir novos perfis profissionais mais comprometidos com o Sistema Único de Saúde e com a sociedade.
 
Esse processo de mudança deverá integrar instituições de ensino, instituições de serviço e a comunidade. E deverá refletir nos campos da formação, do serviço, das práticas de atenção, da gestão e do controle social do SUS.
 
 No âmbito da formação o que se observa é a necessidade de formar profissionais implicados com a organização da gestão setorial, os sistemas de estruturação dos processos de trabalho e o controle social. Ao passo que, no âmbito do trabalho a necessidade é de implicar profissionais para a transformação de suas práticas através da reflexão crítica dos processos de trabalho.
 
O Sistema Único de Saúde enfrenta o desafio de efetivar uma política pública para a formação profissional em saúde tal qual prevê a Constituição Federal. O SUS deve alimentar os processos de mudança na graduação, residências, pós-graduações e ensino técnico, além de alimentar os processos de mudança no âmbito da educação no trabalho. Nesse sentido, algumas iniciativas já foram tomadas, no entanto, espera-se mais.
 
As instituições formadoras devem comprometer seus projetos político-pedagógicos com o fortalecimento e efetivação do SUS. Uma formação que ultrapasse a lógica do domínio técnico-científico, que seja capaz de levar os sujeitos a desenvolverem habilidades que atendam às reais necessidades de saúde da população, produzam um cuidado qualificado no plano individual e coletivo e ampliem os espaços de discussão crítica das práticas vigentes nos espaços de produção do cuidado é o que se espera.
 
No entanto, para que haja uma efetiva mudança nos perfis profissionais, é fundamental a articulação intensa entre o mundo do ensino, o mundo do trabalho e a comunidade. A integração ensino-serviço-comunidade deve ser capaz de orientar novos currículos que correspondam á construção do SUS que queremos, com processos de trabalho multiprofissionais e transdisciplinares, ancorados na clínica ampliada, com responsabilização da gestão e fortalecimento da capacidade decisória do cidadão.
 
Colocando o cotidiano da formação e do trabalho em análise, a educação permanente aparece como um vetor imprescindível de mudanças. Isso por que ela é um ato político de defesa do trabalho no SUS. Seduz trabalhadores, estudantes e docentes à construção de processos vivos de gestão participativa, de espaços coletivos de reflexão e avaliação dos processos produzidos no cotidiano e enxerga o SUS como lugar privilegiado para o ensino e a aprendizagem por ser rico de ação criativa dos trabalhadores e usuários.
 
A educação permanente é aprendizagem no trabalho, uma prática de ensino-aprendizagem que se dá através da problematização dos processos de trabalho. Seu objetivo é a transformação das práticas profissionais. Ela permite a auto-análise e auto-gestão dos processos de produção do cuidado e está ligada à formação de perfis profissionais e de serviços implicados com os princípios constitucionais do SUS.
 
Ressalta-se que para promover mudanças nos processos de trabalho e nas práticas assistenciais vigentes a educação que pensa o trabalho mostra-se mais efetiva que a prescrição de habilidades e comportamentos. Aqui o que é sugerido é que a idéia de recursos humanos seja substituída pela lógica dos atores sociais capazes de problematizar e mudar seus processos de trabalho numa aprendizagem significativa.
 
Remetendo à dimensão técno-assistencial em saúde, esse processo de mudanças que aqui se fala, deve levar os sujeitos em situação a problematizarem acerca das combinações tecnológicas dispostas no meio do trabalho, observando que a produção do cuidado opera muito além das tecnologias de alta densidade instaladas.
 
O que se espera com isso é reconfigurar um processo de produção do cuidado que observe a capacidade criativa, a ação multiprofissional, que seja centrado preferencialmente em tecnologias relacionais, capazes de produzir um cuidado estruturado por projetos terapêuticos centrados nas necessidades dos usuários, num caráter longitudinal e com vistas à integralidade, indo de contrário ao movimento de incorporação de tecnologias duras, muitas vezes desnecessário.
 
No campo da participação da comunidade, espera-se que profissionais e estudantes da área da saúde sejam atores sociais capazes de promover o empoderamento dos sujeitos e de atuar na construção de canais de participação da comunidade nos processos de tomada de decisão no setor saúde. Visto que, quanto maior a capacidade dos profissionais de estimular e construir possibilidades de participação dos usuários no processo de decisão no setor saúde, maior deverá ser a participação dos usuários nessas questões.
 
Nesse sentido, remeter ao tema “Formação Profissional, Trabalho e Educação Permanente em Saúde” significa remeter a um processo permeado pela implicação, desconforto com o cotidiano, insatisfação e ruptura com o instituído, criatividade, experimentação e desafios com a finalidade de mudança das práticas instituídas no âmbito do Sistema Único de Saúde.

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